1º dia - 26 de Agosto – Oeiras/Marvão
Os Bons Malandros zarparam direitinhos a Portalegre, onde almoçaram. Pararam para verter águas na área de serviço de Abrantes, onde também estava (provavelmente a verter águas também) o deputado europeu Paulo Rangel, mas esse levava carro com motorista.
Pararam também numa barragem onde cruzaram o Tejo para sul, depois de Abrantes.
Seguiram depois direitinhos ao Marvão, onde pernoitaram.
O Marvão é realmente muito bonito, lá no cimo da serra de S. Mamede. A vista é fabulosa e o castelo giríssimo. Andaram por lá a subir e descer escadas e a Júnior de máquina fotográfica na mão.
Resolveram depois meter-se no carro e descer até à Portagem, onde, numa esplanada, junto à piscina fluvial, e debaixo de árvores frondosas, beberam umas imperiais que lhes refrescaram a memória e não só.
Depois, e como era dia de jogo do Sporting, subiram novamente a serra, foram a “casa” (Albergaria D. Manuel) refrescar-se e depois jantar numa esplanada com televisão (as mulheres ficaram de costas para a dita cuja, os homens de frente, claro). Jantou-se bem. Comida típica – carne de porco à alentejana e porco grelhado com migas de batata (uma delícia as migas, bem bom). Sinceramente o resultado do Sporting não influenciou em nada a refeição, nem o facto da italiana que estava sentada por trás ter despejado a travessa no colo.
Os Bons Malandros foram dormir, ainda depois duma voltinha pela vila para espairecer e ver as estrelas.
os meus pensamentos, sonhos, memórias e muitas coisas mais que me passam pela cabeça...
quinta-feira, setembro 10, 2009
As Boas Malandras foram à Costa
Quarta-feira, dia 19 de Agosto.
As Boas Malandras levantaram-se cedo, para férias, claro. Foram ter com o Paulo e família a S. João da Caparica e depois à praia, à Cova do Vapor.
Estava muito calor e o sol queimava bem. A água não estava nada de especial, mas o banho teve de ser tomado porque ir à praia sem tomar banho é só de tias.
Claro que depois zarparam todos para a Trafaria onde se almoçou bem, peixe essencialmente. Todos, menos o Zé, que não quis comer nada (só comeu batatas cozidas) porque queria por força ir almoçar ao MacDonald’s.
A Costa foi o destino seguinte, as Boas Malandras compraram óculos de sol (o da Sénior já foi pró lixo entretanto) e agora já pareciam que viam o mundo de outra maneira. Foram caríssimos (4 euros cada um)!
Voltámos a S. João, onde a Boa Malandra Sénior foi matar saudades da “casa da avó” onde passou tantos verões intensos na sua infância! Bah! Conseguiram estragar a casa, no pátio das traseiras onde todos os dias se juntavam as crianças na brincadeira, enfiaram uma piscina! Aquilo destoa ali duma maneira!
Obrigada Paulo, pelo dia delicioso.
As Boas Malandras levantaram-se cedo, para férias, claro. Foram ter com o Paulo e família a S. João da Caparica e depois à praia, à Cova do Vapor.
Estava muito calor e o sol queimava bem. A água não estava nada de especial, mas o banho teve de ser tomado porque ir à praia sem tomar banho é só de tias.
Claro que depois zarparam todos para a Trafaria onde se almoçou bem, peixe essencialmente. Todos, menos o Zé, que não quis comer nada (só comeu batatas cozidas) porque queria por força ir almoçar ao MacDonald’s.
A Costa foi o destino seguinte, as Boas Malandras compraram óculos de sol (o da Sénior já foi pró lixo entretanto) e agora já pareciam que viam o mundo de outra maneira. Foram caríssimos (4 euros cada um)!
Voltámos a S. João, onde a Boa Malandra Sénior foi matar saudades da “casa da avó” onde passou tantos verões intensos na sua infância! Bah! Conseguiram estragar a casa, no pátio das traseiras onde todos os dias se juntavam as crianças na brincadeira, enfiaram uma piscina! Aquilo destoa ali duma maneira!
Obrigada Paulo, pelo dia delicioso.
As Boas Malandras foram ao cinema, desta vez acompanhadas pelo Bom Malandro Júnior
No primeiro dia de férias, a Boa Malandra Sénior foi com a Júnior e o Júnior ao cinema.
Para variar, o Bom Malandro Sénior preferiu ficar no sofá a ver televisão.
Foram ver os Inimigos Públicos, que contava a história de Dillinger. O filme é bom, mas com muitas cenas de perto (close-up?) a dificultar a visão, já que só arranjaram bilhetes para a primeira fila do cinema. Resultado, chegaram ao final do filme, com a visão ligeiramente alterada.
Jonny Depp esteve bem, mas era já o que se esperava.
Até já.
Para variar, o Bom Malandro Sénior preferiu ficar no sofá a ver televisão.
Foram ver os Inimigos Públicos, que contava a história de Dillinger. O filme é bom, mas com muitas cenas de perto (close-up?) a dificultar a visão, já que só arranjaram bilhetes para a primeira fila do cinema. Resultado, chegaram ao final do filme, com a visão ligeiramente alterada.
Jonny Depp esteve bem, mas era já o que se esperava.
Até já.
sexta-feira, agosto 14, 2009
14 de Agosto
Faz hoje 50 anos que ardeu a Igreja de S. Domingos em Lisboa. Na mesma noite, em que a minha mãe me deixou na Costa da Caparica com os meus avós e “voou” com o meu pai, rapidamente para Lisboa, porque o Paulo resolveu nascer antes de tempo!
Imagino a confusão que deve ter sido, sem ponte, de barco, com o fogo em Lisboa. Mas pronto, ele cá chegou são e salvo, muito ruivo, o meu primeiro irmão de muitos!
Parabéns manito!!!!
Imagino a confusão que deve ter sido, sem ponte, de barco, com o fogo em Lisboa. Mas pronto, ele cá chegou são e salvo, muito ruivo, o meu primeiro irmão de muitos!
Parabéns manito!!!!
quinta-feira, agosto 06, 2009
6 de Agosto de 1945

Hiroshima, meu amor.
Foi há 64 anos, às 8h45 da manhã, mas para alguns, ainda deve parecer ontem.
A primeira bomba atómica explodiu nesse dia. Foi lançada pelo bombardeiro Enola Gay, um B-29, pilotado pelo americano Paul Warfield Tibbets Jr. que desconhecia a força de destruição que levava consigo.
A nuvem que se formou, em forma de um cogumelo gigante, arrasou tudo por onde passou, deixando um rasto de destruição que até à data só tinha comparação com destruições naturais – terramotos, maremotos, etc.
Os sobreviventes ficaram com lesões terríveis, desde queimaduras a variados tipos de cancro que durante anos os foram matando. Até hoje foram mais de 250 mil.
Uma chuva preta, oleosa e pesada, caiu ao longo do dia. Era uma chuva radioactiva, que contaminou as áreas mais afastadas do hipocentro.
Em 2006, ainda se contabilizavam cerca de 260.000 sobreviventes no Japão, segundo a Wikipedia.
Três dias depois, tudo se repetiu em Nagasaki e o Japão capitulou. Nunca mais este tipo de bomba foi utilizado em guerras, só em testes que felizmente cada vez menos se praticam. Esperemos que deixem efectivamente de existir, para bem de toda a Humanidade.
A primeira bomba atómica explodiu nesse dia. Foi lançada pelo bombardeiro Enola Gay, um B-29, pilotado pelo americano Paul Warfield Tibbets Jr. que desconhecia a força de destruição que levava consigo.
A nuvem que se formou, em forma de um cogumelo gigante, arrasou tudo por onde passou, deixando um rasto de destruição que até à data só tinha comparação com destruições naturais – terramotos, maremotos, etc.
Os sobreviventes ficaram com lesões terríveis, desde queimaduras a variados tipos de cancro que durante anos os foram matando. Até hoje foram mais de 250 mil.
Uma chuva preta, oleosa e pesada, caiu ao longo do dia. Era uma chuva radioactiva, que contaminou as áreas mais afastadas do hipocentro.
Em 2006, ainda se contabilizavam cerca de 260.000 sobreviventes no Japão, segundo a Wikipedia.
Três dias depois, tudo se repetiu em Nagasaki e o Japão capitulou. Nunca mais este tipo de bomba foi utilizado em guerras, só em testes que felizmente cada vez menos se praticam. Esperemos que deixem efectivamente de existir, para bem de toda a Humanidade.
Contra mão
Sábado, 1 de Agosto.
Saída da A6 com destino a Montemor-o-Novo. Depois das portagens estava um camião parado na faixa da esquerda, tentámos passar pela faixa da direita e eis que senão, deparamos com um carro em sentido contrário!
Só que o senhor que vinha a conduzir não parecia entender, pelos vistos, que vinha em contra mão e não havia meio de sair do caminho. Depois, lá se resolveu a fazer marcha atrás na direcção de onde tinha vindo, já com uma boa meia dúzia de carros pela frente, para além do camião que continuava parado. Depois, desviou-se para a sua esquerda e parou, deixando-nos passar. Não parecia muito convencido que estava no mau caminho, por isso fiquei com a sensação que ainda era capaz de voltar a tentar seguir em frente.
Não ficámos para saber….
Saída da A6 com destino a Montemor-o-Novo. Depois das portagens estava um camião parado na faixa da esquerda, tentámos passar pela faixa da direita e eis que senão, deparamos com um carro em sentido contrário!
Só que o senhor que vinha a conduzir não parecia entender, pelos vistos, que vinha em contra mão e não havia meio de sair do caminho. Depois, lá se resolveu a fazer marcha atrás na direcção de onde tinha vindo, já com uma boa meia dúzia de carros pela frente, para além do camião que continuava parado. Depois, desviou-se para a sua esquerda e parou, deixando-nos passar. Não parecia muito convencido que estava no mau caminho, por isso fiquei com a sensação que ainda era capaz de voltar a tentar seguir em frente.
Não ficámos para saber….
6 de Agosto de 1966

Faz hoje precisamente 43 anos.
Estava de férias na Costa, em S. João, como todos os Verões. Com os meus tios, primos e com os meus avós.
Não me lembro nada da inauguração da Ponte sobre o Tejo (era assim que ela iria ser conhecida até mais de 30 anos depois, quando teve concorrente e nessa altura então sim, passou para a “25 de Abril”). “Salazar” foi como foi baptizada, mas não sei se por ter aquele nome ou se por outra razão qualquer, os lisboetas nunca a chamaram assim. Foi sempre a “Ponte sobre o Tejo” e pronto!
Voltando atrás, lembro-me muito bem foi de ir à Trafaria ver o fogo de artifício com o meu avô que me pos às cavalitas para poder ver melhor. Foi lindo, ainda por cima, eu tinha só 8 anos e ficar a pé até mais tarde era sempre uma festa.
Nessa altura saíram também umas moedas de 10 escudos, penso eu, comemorativas da efeméride. Ainda tenho a que o meu avô me deu algures em casa.
Faz hoje precisamente 43 anos. E eu lembro-me!
Estava de férias na Costa, em S. João, como todos os Verões. Com os meus tios, primos e com os meus avós.
Não me lembro nada da inauguração da Ponte sobre o Tejo (era assim que ela iria ser conhecida até mais de 30 anos depois, quando teve concorrente e nessa altura então sim, passou para a “25 de Abril”). “Salazar” foi como foi baptizada, mas não sei se por ter aquele nome ou se por outra razão qualquer, os lisboetas nunca a chamaram assim. Foi sempre a “Ponte sobre o Tejo” e pronto!
Voltando atrás, lembro-me muito bem foi de ir à Trafaria ver o fogo de artifício com o meu avô que me pos às cavalitas para poder ver melhor. Foi lindo, ainda por cima, eu tinha só 8 anos e ficar a pé até mais tarde era sempre uma festa.
Nessa altura saíram também umas moedas de 10 escudos, penso eu, comemorativas da efeméride. Ainda tenho a que o meu avô me deu algures em casa.
Faz hoje precisamente 43 anos. E eu lembro-me!
terça-feira, agosto 04, 2009
João e Sofia
Este ano não me quero repetir, porque o ano passado em Junho e em Agosto escrevi sobre eles.
Mas hoje a Sofia faz 20 anos e 20 anos é uma efeméride. E ela merece que se escreva sobre ela, aliás o João também merece, por isso escrevo sobre os dois.
Portaram-se bem este ano lectivo, fizeram as cadeiras todas, nos dois semestres e estão no último ano das licenciaturas. Espero daqui a um ano escrever que tenho dois “Doutores em casa”.
Agora estão de férias bem merecidas e eu também de semi-férias como costumo chamar à “pré-época”, a que antecede as minhas férias.
Não estou muito inspirada na escrita, por isso amanhã volto a escrever.
Pode ser que os sonhos desta noite estejam frescos na minha memória, tenho tido tantos e tão giros, mas depois quando acordo de manhã, perdem-se logo. Não me apetece escrever assim que acordo e depois acabo por me esquecer deles.
Até amanhã, então.
Mas hoje a Sofia faz 20 anos e 20 anos é uma efeméride. E ela merece que se escreva sobre ela, aliás o João também merece, por isso escrevo sobre os dois.
Portaram-se bem este ano lectivo, fizeram as cadeiras todas, nos dois semestres e estão no último ano das licenciaturas. Espero daqui a um ano escrever que tenho dois “Doutores em casa”.
Agora estão de férias bem merecidas e eu também de semi-férias como costumo chamar à “pré-época”, a que antecede as minhas férias.
Não estou muito inspirada na escrita, por isso amanhã volto a escrever.
Pode ser que os sonhos desta noite estejam frescos na minha memória, tenho tido tantos e tão giros, mas depois quando acordo de manhã, perdem-se logo. Não me apetece escrever assim que acordo e depois acabo por me esquecer deles.
Até amanhã, então.
sexta-feira, julho 17, 2009
As Boas Malandras vão ao cinema!


Tim Burton já nos habitou aos seus filmes fantásticos, aos seus textos magníficos, à sua magia.
Mais uma vez regressa com Johnny Depp aos écrans. Depois de “Eduardo Mãos de Tesoura”, da “Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, da “Fábrica de Chocolate”, entre muitos outros, brinda-nos agora com “Alice no País das Maravilhas”. A ver com certeza em breve, num cinema perto de si.
Não vão perder na certa, porque as Boas Malandras adoram Tim Burton e Johnny Depp!
Mais uma vez regressa com Johnny Depp aos écrans. Depois de “Eduardo Mãos de Tesoura”, da “Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, da “Fábrica de Chocolate”, entre muitos outros, brinda-nos agora com “Alice no País das Maravilhas”. A ver com certeza em breve, num cinema perto de si.
Não vão perder na certa, porque as Boas Malandras adoram Tim Burton e Johnny Depp!
Beta
quinta-feira, julho 16, 2009
Crónicas das Boas Malandras (III) – 12 de Julho de 2009
Desta feita as Boas Malandras foram à praia apanhar um bocadinho de sol.
Pelas 16h, como manda a regra, chegaram, deitaram-se ao sol, mas por pouco tempo que o calor apertou e, apesar da água estar fria, não quiseram deixar de se deleitar com a sua frescura.
Depois, foi ficar ao sol, a cozer, não sem antes comerem uma das boas bolas de Berlim (a ASAE ainda lá não tinha isso) que por lá se vendiam.
Lá pelas 19h30 lá se encheram de coragem para voltar a casa.
Agora as Boas Malandras só voltam a ter saídas juntas quando uma delas voltar de férias (bem merecidas!)
Pelas 16h, como manda a regra, chegaram, deitaram-se ao sol, mas por pouco tempo que o calor apertou e, apesar da água estar fria, não quiseram deixar de se deleitar com a sua frescura.
Depois, foi ficar ao sol, a cozer, não sem antes comerem uma das boas bolas de Berlim (a ASAE ainda lá não tinha isso) que por lá se vendiam.
Lá pelas 19h30 lá se encheram de coragem para voltar a casa.
Agora as Boas Malandras só voltam a ter saídas juntas quando uma delas voltar de férias (bem merecidas!)
Crónicas das Boas Malandras (II) – 9 de Julho de 2009
Pois é, as Boas Malandras foram, pela primeira vez na vida, a um desfile de Moda. Desta feita, por uma boa causa: o Cancro.
A Assembleia da República, através do seu presidente, Jaime Gama e da deputada Sónia Fertuzinhos organizaram o evento que contou com a participação da Moda Lisboa e do Portugal Fashion que assinaram um protocolo com a Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas do Alto Comissariado da Saúde, um desfile de moda - Poder da Moda contra o cancro.
A ideia é de criar adereços de cabeça, para que os mesmos sejam utilizados não só por doentes que devido aos tratamento, perderam cabelo, mas por toda a gente que gostar deles.
O primeiro já saiu, sob a forma de lenço e muitos mais se esperam.
As Boas Malandras estiveram presentes e gostaram, principalmente dos turbantes da Fátima Lopes e da simpatia das muitas modelos que desfilaram o mais informalmente possível.
No final, ainda tiveram tempo para o cocktail.
A Assembleia da República, através do seu presidente, Jaime Gama e da deputada Sónia Fertuzinhos organizaram o evento que contou com a participação da Moda Lisboa e do Portugal Fashion que assinaram um protocolo com a Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas do Alto Comissariado da Saúde, um desfile de moda - Poder da Moda contra o cancro.
A ideia é de criar adereços de cabeça, para que os mesmos sejam utilizados não só por doentes que devido aos tratamento, perderam cabelo, mas por toda a gente que gostar deles.
O primeiro já saiu, sob a forma de lenço e muitos mais se esperam.
As Boas Malandras estiveram presentes e gostaram, principalmente dos turbantes da Fátima Lopes e da simpatia das muitas modelos que desfilaram o mais informalmente possível.
No final, ainda tiveram tempo para o cocktail.
Crónicas das Boas Malandras (I) – 3 de Julho de 2009
Desta feita, as Boas Malandras foram passear até ao Parque das Nações, no final da tarde, com o intuito de visitar a FIA (Feira Internacional do Artesanato) que estava patente na FIL.
A Boa Malandra Sénior resolveu experimentar um novo percurso de autocarro, o que fez com que chegasse ligeiramente atrasada (quase meia hora!) ao encontro. Mas pronto, lá chegou.
Começaram por visitar o Pavilhão 1 onde estavam os stands nacionais, com alentejanas a cantar pelo meio, e com imensas ideias e produtos que interessam às Boas Malandras para o seu artesanato. Encheram os bolsos de cartões com contactos para mais tarde poderem visitar os sites, etc.
A Boa Malandra Júnior andava cheia de dores nos pés ainda mal tinham entrado, de modo que passaram ao Pavilhão 2, o internacional, principalmente para procurar uns chinelos antes de se aventurarem por outras andanças-. E lá arranjaram um género de havaianas brasileiras que lhe acalmaram os pés.
Aventuraram-se a adquirir um perfume turco(?) muito agradável e, como a fome começou a apertar, resolveram passar ao Pavilhão 3.
Depois de muito vasculharem pois a oferta era quase só comida alentejana e leitão, descobriram um restaurante egípcio, onde jantaram deliciosamente.
Regressaram a casa quase a correr, para não perderem o comboio das 23h, estoiradas, mas satisfeitas
A Boa Malandra Sénior resolveu experimentar um novo percurso de autocarro, o que fez com que chegasse ligeiramente atrasada (quase meia hora!) ao encontro. Mas pronto, lá chegou.
Começaram por visitar o Pavilhão 1 onde estavam os stands nacionais, com alentejanas a cantar pelo meio, e com imensas ideias e produtos que interessam às Boas Malandras para o seu artesanato. Encheram os bolsos de cartões com contactos para mais tarde poderem visitar os sites, etc.
A Boa Malandra Júnior andava cheia de dores nos pés ainda mal tinham entrado, de modo que passaram ao Pavilhão 2, o internacional, principalmente para procurar uns chinelos antes de se aventurarem por outras andanças-. E lá arranjaram um género de havaianas brasileiras que lhe acalmaram os pés.
Aventuraram-se a adquirir um perfume turco(?) muito agradável e, como a fome começou a apertar, resolveram passar ao Pavilhão 3.
Depois de muito vasculharem pois a oferta era quase só comida alentejana e leitão, descobriram um restaurante egípcio, onde jantaram deliciosamente.
Regressaram a casa quase a correr, para não perderem o comboio das 23h, estoiradas, mas satisfeitas
quarta-feira, junho 24, 2009
Retrocedi mais de 30 anos na minha memória (Neda)

Ao ver e rever as imagens da morte de Neda, ao ler os textos que documentam essas imagens, se é que existem textos que as possam documentar, volto atrás mais de 30 anos, ao ano de 1975, ao período que mediou entre o Verão quente, do PREC, e o 25 de Novembro.
Relembro ter estado numa manifestação em Caxias pela libertação dos presos do MRPP, pessoas que foram detidas pela COPCON por serem simplesmente pessoas que não interessavam ao regime da altura.
Relembro que isto se passou já depois do 25 de Abril.
E lembro que foi o dia em que mais medo tive na vida, o dia em que soube o que era o medo, em que senti na pele como o medo nos pode impedir de andar.
Tinha 16 anos. Sei que foi um sábado. Sei que fui de comboio até Caxias e que lá, me juntei a outros muitos que iriam até à prisão manifestar-se pacificamente pela libertação dos amigos. Sei que andámos alguns metros, 100, 200, não sei quantos. Sei que deparámos com um “chaimite” pela frente. Sei que dispararam gás lacrimogéneo, sei que pus panos em frente da boca e nariz, que levei limão para proteger os olhos.
Sei que depois dispararam tiros. Sei que fugi. Sei que corri para a estação, onde nos reorganizámos.
Mas também sei e me lembro que não voltei a conseguir sair de lá.
Os pés ficaram presos ao chão, as pernas recusaram-se a andar.
Relembro ter estado numa manifestação em Caxias pela libertação dos presos do MRPP, pessoas que foram detidas pela COPCON por serem simplesmente pessoas que não interessavam ao regime da altura.
Relembro que isto se passou já depois do 25 de Abril.
E lembro que foi o dia em que mais medo tive na vida, o dia em que soube o que era o medo, em que senti na pele como o medo nos pode impedir de andar.
Tinha 16 anos. Sei que foi um sábado. Sei que fui de comboio até Caxias e que lá, me juntei a outros muitos que iriam até à prisão manifestar-se pacificamente pela libertação dos amigos. Sei que andámos alguns metros, 100, 200, não sei quantos. Sei que deparámos com um “chaimite” pela frente. Sei que dispararam gás lacrimogéneo, sei que pus panos em frente da boca e nariz, que levei limão para proteger os olhos.
Sei que depois dispararam tiros. Sei que fugi. Sei que corri para a estação, onde nos reorganizámos.
Mas também sei e me lembro que não voltei a conseguir sair de lá.
Os pés ficaram presos ao chão, as pernas recusaram-se a andar.
Nunca mais participei em nenhuma manifestação.
E hoje, ao ver a curiosidade duma iraniana em assistir a uma manifestação e a levar um tiro no peito que a queimou, ao ver as imagens que têm percorrido o mundo, não posso deixar de pensar que pode ter sido por isso que tive medo, mas que foi esse medo que me impediu de me confrontar com um tiro certeiro.
“Um tiro e basta”, parece que foram palavras dela, antes de ir de encontro à morte. Pois é. Um tiro e basta. Acaba tudo.
RIP Neda
E hoje, ao ver a curiosidade duma iraniana em assistir a uma manifestação e a levar um tiro no peito que a queimou, ao ver as imagens que têm percorrido o mundo, não posso deixar de pensar que pode ter sido por isso que tive medo, mas que foi esse medo que me impediu de me confrontar com um tiro certeiro.
“Um tiro e basta”, parece que foram palavras dela, antes de ir de encontro à morte. Pois é. Um tiro e basta. Acaba tudo.
RIP Neda
terça-feira, junho 09, 2009
Balcãs, Transilvânia, Drakula et al
Fico fascinada sempre que se fala dos Balcãs. Seja pelo local, seja pela História envolvente, seja pelas lendas.
Não consigo perceber porquê, mas é uma zona que me atrai. Desde os tempos da Jugoslávia até aos países todos que daí nasceram, para além da Roménia, Bulgária e da Turquia também.
Como a maioria parte das pessoas não sabe a palavra Balcã significa Montanha em turco.

Os Balcãs são mais conhecidos como sendo a antiga Jugoslávia. No tempo deste país, ou melhor, federação, eu trabalhava no Somsen & Poole da Costa e tínhamos negócios com eles. O meu pai viajou para Zagreb, Mostar, Sarajevo e lembro-me de me contar que era um “país” muito bonito. Isso fez-me sonhar em visitá-lo um dia, coisa que até hoje não se concretizou.
Com a morte de Tito, as coisas complicaram-se e as questões étnicas e religiosas emergiram. Muçulmanos, ortodoxos, católicos e outros que mais envolveram-se em quezílias que, começaram por ser locais mas que alastraram a guerras civis. Bósnia; Sarajevo….sérvios e croatas….e fizeram-me estudar e ler muito sobre o assunto. Por isso este texto vai sendo escrito ao sabor do vento e conforme eu vou tendo possibilidade de me ir documentando sobre tudo isto.
A Roménia, Hungria e Bulgária apesar de não serem considerados por uns como sendo países dos Balcãs, são-no por outros. Por isso os incluo no lote. A Turquia teve grande prepotência sobre os Balcãs, pois foi de lá que partiram as invasões do império otomano, que chegaram até à Roménia, e à sua Transilvânia. Ah pois, aqui é que eu quero chegar!
Com a leitura do livro “O Historiador” de Elizabeth Kostova, há cerca de 4 meses atrás, despertou-se, ou melhor, reacendeu-se o meu interesse pela zona, pela interferência que Vlad III Draculea, "O Empalador" (vulgo Conde Drakula) (1431-1476) teve na sua luta contra o domínio otomano. Entregue por seu pai como refém aos Otomanos em criança, Drakula ou Drácula cresceu no meio da violência otomana, dos seus modos e meios de luta, de se infiltrarem nas hostes inimigas, de utilizarem o empalamento como forma de matar e de torturar.
A Transilvânia, de onde Vlad III é originário, é uma zona inserida na actual Roménia, mas que já fez parte da Hungria e da Áustria, para além do Império Otomano, como já referi. Fica na zona ocidental da Roménia, e faz fronteira com a Hungria a oeste e com a Ucrânia a norte. Está como que encaixada nos Cárpatos, que ficam a leste. Os Cárpatos são uma cordilheira que se estende em forma de S e que começam a sul, na continuação da Cordilheira dos Balcãs.
Voltemos aos Balcãs. A região pertenceu a vários povos, como persas, gregos, romanos, bizantinos e otomanos.
Na segunda metade do século XIV, foram ocupados pelo Império Otomano.
As primeiras nações dos Balcãs a se tornarem independentes foram a Grécia, Sérvia, Bulgária e Montenegro durante o século XIX. No início do século XX, a Guerra dos Balcãs reduziu a Turquia à sua actual dimensão.
A Primeira Guerra Mundial foi desencadeada em 1914 pelo assassinato em Sarajevo (a capital da Bósnia e Herzegovina) do Arquiduque Franz Ferdinand, Imperador do Império Austro-Húngaro. Depois da Grécia aderir à guerra em 1917, a Bulgária e Império Otomano capitularam e logo de seguida o Império Austro-Húngaro também caiu.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o sucesso das forças gregas contra o Eixo e, subsequentemente, a resistência albanesa, grega e sérvia, mudaram o seu curso e os aliados deram um passo decisivo para a vitória. Após a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética e o comunismo desempenharam um papel muito importante na região dos Balcãs. Durante a Guerra Fria, a maior parte dos países dos Balcãs eram governados por governos comunistas apoiados pelos soviéticos (os chamados países satélites). A Grécia continuou a ser o único país não-soviético.
Apesar de estarem sob governos comunistas, a Jugoslávia (1948) e a Albânia (1961) abandonaram a aliança com a URSS. A Jugoslávia, liderada pelo marechal Tito (1892-1980), procurou estreitar as relações com o Ocidente. A Albânia, por outro lado gravitou para a China Comunista, mas mais tarde adoptou uma posição isolacionista.
Os únicos países não comunistas da região foram a Grécia e a Turquia.
Com o colapso do comunismo, em 1989-1990, a Jugoslávia mergulhou numa onda de nacionalismo extremo. Depois da Croácia abandonar a federação, em 1991, os croatas bósnios e os muçulmanos aprovaram um referendo a favor da criação de uma república multinacional e independente. Mas os sérvios bósnios recusaram separar-se da Jugoslávia, que nessa altura se encontrava sob o domínio da Sérvia.
Em 1992, a Bósnia e Herzegovina foi arrastada para uma guerra civil sangrenta e devastadora, em que as populações acabaram por ser saneadas das regiões tomadas por cada nacionalidade.
Sarajevo foi palco dos mais sangrentos recontros e era frequente a imagem na televisão com a “guerra em directo” de “snipers” escondidos em apartamentos semi-destruídos que abatiam as pessoas que tentavam sair de suas casas à procura de comida.
Lembro-me bem de existir uma ponte em Sarajevo que era como que uma ponte para a liberdade. Quem a conseguisse atravessar, estava a salvo. Morreu muita gente nela abatida a sangue-frio.
Em 1995 foi assinado o Acordo de Dayton e desde essa altura as forças da ONU encontram-se no território para garantir o cumprimento dos acordos de paz. As forças da OTAN também se encontram na Bósnia e Herzegovina, na Sérvia, e na República da Macedónia. O Kosovo passou a ser controlado pela ONU, e tornou-se independente em 2008.
Mas voltemos ao Drácula.
Vlad e seu irmão mais novo foram entregues pelo pai aos otomanos como garantia e cresceram no meio deles. Por isso se habituaram às suas formas de lutar, e aprenderam os seus métodos de infiltração nas hostes inimigas e as suas técnicas.
Voltou à sua terra natal anos mais tarde, e tornou-se conde, após a morte do seu pai e do seu irmão mais velho. Conseguiu assim, através dos conhecimentos adquiridos, impedir o avanço das forças otomanas, segundo consta. Segundo reza a lenda, foi morto pelos seus próprios homens, por engano, quando se encontrava no seu castelo.

A sua malvadez e as suas técnicas eram conhecidas. Costumava empalar os inimigos e deixá-los morrer lentamente, homens, mulheres e crianças, à frente de mesas onde organizava banquetes.
Depois da sua morte, a sua cabeça foi cortada pelos Turcos e enviada ao sultão, em Constantinopla.
Não consigo perceber porquê, mas é uma zona que me atrai. Desde os tempos da Jugoslávia até aos países todos que daí nasceram, para além da Roménia, Bulgária e da Turquia também.
Como a maioria parte das pessoas não sabe a palavra Balcã significa Montanha em turco.

Os Balcãs são mais conhecidos como sendo a antiga Jugoslávia. No tempo deste país, ou melhor, federação, eu trabalhava no Somsen & Poole da Costa e tínhamos negócios com eles. O meu pai viajou para Zagreb, Mostar, Sarajevo e lembro-me de me contar que era um “país” muito bonito. Isso fez-me sonhar em visitá-lo um dia, coisa que até hoje não se concretizou.
Com a morte de Tito, as coisas complicaram-se e as questões étnicas e religiosas emergiram. Muçulmanos, ortodoxos, católicos e outros que mais envolveram-se em quezílias que, começaram por ser locais mas que alastraram a guerras civis. Bósnia; Sarajevo….sérvios e croatas….e fizeram-me estudar e ler muito sobre o assunto. Por isso este texto vai sendo escrito ao sabor do vento e conforme eu vou tendo possibilidade de me ir documentando sobre tudo isto.
A Roménia, Hungria e Bulgária apesar de não serem considerados por uns como sendo países dos Balcãs, são-no por outros. Por isso os incluo no lote. A Turquia teve grande prepotência sobre os Balcãs, pois foi de lá que partiram as invasões do império otomano, que chegaram até à Roménia, e à sua Transilvânia. Ah pois, aqui é que eu quero chegar!

Com a leitura do livro “O Historiador” de Elizabeth Kostova, há cerca de 4 meses atrás, despertou-se, ou melhor, reacendeu-se o meu interesse pela zona, pela interferência que Vlad III Draculea, "O Empalador" (vulgo Conde Drakula) (1431-1476) teve na sua luta contra o domínio otomano. Entregue por seu pai como refém aos Otomanos em criança, Drakula ou Drácula cresceu no meio da violência otomana, dos seus modos e meios de luta, de se infiltrarem nas hostes inimigas, de utilizarem o empalamento como forma de matar e de torturar.
A Transilvânia, de onde Vlad III é originário, é uma zona inserida na actual Roménia, mas que já fez parte da Hungria e da Áustria, para além do Império Otomano, como já referi. Fica na zona ocidental da Roménia, e faz fronteira com a Hungria a oeste e com a Ucrânia a norte. Está como que encaixada nos Cárpatos, que ficam a leste. Os Cárpatos são uma cordilheira que se estende em forma de S e que começam a sul, na continuação da Cordilheira dos Balcãs.
Voltemos aos Balcãs. A região pertenceu a vários povos, como persas, gregos, romanos, bizantinos e otomanos.
Na segunda metade do século XIV, foram ocupados pelo Império Otomano.
As primeiras nações dos Balcãs a se tornarem independentes foram a Grécia, Sérvia, Bulgária e Montenegro durante o século XIX. No início do século XX, a Guerra dos Balcãs reduziu a Turquia à sua actual dimensão.
A Primeira Guerra Mundial foi desencadeada em 1914 pelo assassinato em Sarajevo (a capital da Bósnia e Herzegovina) do Arquiduque Franz Ferdinand, Imperador do Império Austro-Húngaro. Depois da Grécia aderir à guerra em 1917, a Bulgária e Império Otomano capitularam e logo de seguida o Império Austro-Húngaro também caiu.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o sucesso das forças gregas contra o Eixo e, subsequentemente, a resistência albanesa, grega e sérvia, mudaram o seu curso e os aliados deram um passo decisivo para a vitória. Após a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética e o comunismo desempenharam um papel muito importante na região dos Balcãs. Durante a Guerra Fria, a maior parte dos países dos Balcãs eram governados por governos comunistas apoiados pelos soviéticos (os chamados países satélites). A Grécia continuou a ser o único país não-soviético.
Apesar de estarem sob governos comunistas, a Jugoslávia (1948) e a Albânia (1961) abandonaram a aliança com a URSS. A Jugoslávia, liderada pelo marechal Tito (1892-1980), procurou estreitar as relações com o Ocidente. A Albânia, por outro lado gravitou para a China Comunista, mas mais tarde adoptou uma posição isolacionista.
Os únicos países não comunistas da região foram a Grécia e a Turquia.
Com o colapso do comunismo, em 1989-1990, a Jugoslávia mergulhou numa onda de nacionalismo extremo. Depois da Croácia abandonar a federação, em 1991, os croatas bósnios e os muçulmanos aprovaram um referendo a favor da criação de uma república multinacional e independente. Mas os sérvios bósnios recusaram separar-se da Jugoslávia, que nessa altura se encontrava sob o domínio da Sérvia.
Em 1992, a Bósnia e Herzegovina foi arrastada para uma guerra civil sangrenta e devastadora, em que as populações acabaram por ser saneadas das regiões tomadas por cada nacionalidade.
Sarajevo foi palco dos mais sangrentos recontros e era frequente a imagem na televisão com a “guerra em directo” de “snipers” escondidos em apartamentos semi-destruídos que abatiam as pessoas que tentavam sair de suas casas à procura de comida.
Lembro-me bem de existir uma ponte em Sarajevo que era como que uma ponte para a liberdade. Quem a conseguisse atravessar, estava a salvo. Morreu muita gente nela abatida a sangue-frio.
Em 1995 foi assinado o Acordo de Dayton e desde essa altura as forças da ONU encontram-se no território para garantir o cumprimento dos acordos de paz. As forças da OTAN também se encontram na Bósnia e Herzegovina, na Sérvia, e na República da Macedónia. O Kosovo passou a ser controlado pela ONU, e tornou-se independente em 2008.
Mas voltemos ao Drácula.
Vlad e seu irmão mais novo foram entregues pelo pai aos otomanos como garantia e cresceram no meio deles. Por isso se habituaram às suas formas de lutar, e aprenderam os seus métodos de infiltração nas hostes inimigas e as suas técnicas.
Voltou à sua terra natal anos mais tarde, e tornou-se conde, após a morte do seu pai e do seu irmão mais velho. Conseguiu assim, através dos conhecimentos adquiridos, impedir o avanço das forças otomanas, segundo consta. Segundo reza a lenda, foi morto pelos seus próprios homens, por engano, quando se encontrava no seu castelo.

A sua malvadez e as suas técnicas eram conhecidas. Costumava empalar os inimigos e deixá-los morrer lentamente, homens, mulheres e crianças, à frente de mesas onde organizava banquetes.
Depois da sua morte, a sua cabeça foi cortada pelos Turcos e enviada ao sultão, em Constantinopla.
Em 1931, o túmulo foi descoberto sem corpo. Provavelmente devido à sua malvadez e ao seu prazer em ver o sangue correr, foi associado ao vampirismo.
Ainda hoje, serve de mote ao turismo na Roménia, apesar de, cada vez mais, os romenos não o quererem associado ao seu país.
Então, gostaram?
Bibliografia
http://iamsobizarre.blogs.sapo.pt/594.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transilv%C3%A2nia
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A1lc%C3%A3s
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3snia_e_Herzegovina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vlad_III_o_Empalador
Ainda hoje, serve de mote ao turismo na Roménia, apesar de, cada vez mais, os romenos não o quererem associado ao seu país.
Então, gostaram?
Bibliografia
http://iamsobizarre.blogs.sapo.pt/594.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transilv%C3%A2nia
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A1lc%C3%A3s
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3snia_e_Herzegovina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vlad_III_o_Empalador
sexta-feira, maio 08, 2009
Maizena

Quando era criança, lembro-me de, todos os dias a minha mãe nos fazer papa ao pequeno-almoço. Ora era Farinha 33, ou papa holandesa (flocos de aveia) ou a famosa Maizena. A Maizena, ou a fazia simples só com uma casquinha de limão, ou juntava-lhe uma gema de ovo e ficava papa amarela, ou uma colher de cacau e ficava papa castanha. Eu lambia-me com isto e todas as manhãs era uma surpresa o que nos esperava ao pequeno-almoço.
Eis senão que agora o nosso Ministro da Economia, Manuel Pinho, resolveu relançar a Maizena como um produto nacional ao afirmar que “o Sr. Paulo Rangel ainda precisava de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares do Sr. Basílio Horta”.
Como a política anda sempre aliada à publicidade, ao dinheiro e a muitas outras coisas que aqui não mencionarei, ontem surgiu no Jornal “Público”um anúncio de uma página à Maizena, onde se aproveitavam as palavras do Manuel Pinho e se relançava a famosa marca no mercado.
E viva a papa Maizena!
Eis senão que agora o nosso Ministro da Economia, Manuel Pinho, resolveu relançar a Maizena como um produto nacional ao afirmar que “o Sr. Paulo Rangel ainda precisava de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares do Sr. Basílio Horta”.
Como a política anda sempre aliada à publicidade, ao dinheiro e a muitas outras coisas que aqui não mencionarei, ontem surgiu no Jornal “Público”um anúncio de uma página à Maizena, onde se aproveitavam as palavras do Manuel Pinho e se relançava a famosa marca no mercado.
E viva a papa Maizena!
sexta-feira, abril 17, 2009
euromilhões
Estação de Alcântara-Mar, 25 de Março de 2009, pelas 18h
Nessa quarta-feira que fui ao Hospital Egas Moniz com a Sofia para visitar a minha sogra e na passagem subterrânea da estação fomos abordadas por um suposto inglês que, muito aflito, nos perguntou se falávamos inglês e se o podíamos ajudar. Tinha sido roubado ou tinha perdido a carteira que levava à cintura (com gestos ajudava à explicação) e pedia se lhe podíamos dar dinheiro porque estava numa casa na outra banda e não tinha como lá chegar. O dinheiro, os documentos, tudo se tinha perdido.
Aconselhei-o a ir à Embaixada mas alegou que aquela hora já não estava ninguém e disse para ir à Polícia e respondeu que já lá tinha ido mas não o tinham ajudado. Disse-lhe que lamentava mas não tinha dinheiro comigo e seguimos viagem.
A Sofia ainda comentou que tinha pena dele, que era uma situação chata, etc. e o facto é que achei tudo muito estranho e fiquei algo desconfiada. Mas fomos embora e não me lembrei mais do assunto
Amoreiras, 16 de Abril de 2009, pelas 18h
Fui a uma consulta às Amoreiras e quando ia lá a chegar ouvi chamar: "Can you help me, please?" A voz pareceu-me conhecida, mas não me voltei e ouvi dizer em seguida: "Do you speak english?" e percebi qaue era mesmo comigo, no meio daquele mar de gente que abunda por aquelas bandas àquela hora. Voltei-me e dei de caras com ele, reconheci-o imediatamente, mas ele não me reconheceu.
Respondi-lhe que sim, que percebia o inglês e o que ele queria. Respondeu-me, aliviado, que tinha perdido a bolsa que levava à cintura (com os gestos habituais) e que...não o deixei falar mais, disse-lhe que já me tinha contado aquela história uma vez e que era tudo mentira. Ele virou as costas para ir embora bem depressa assustado e eu ainda lhe gritei que o que ele merecia era que eu chamasse a Polícia.
Um azar para o rapaz, ele deve ter ficado mesmo aflito. Deve ser difícil acertar assim na mesma pessoa, em sítios tão diferentes, mas o que é facto é que aconteceu.
Se não tivesse jogado no Euromilhões eu tinha ido a correr jogar, porque uma coisa destas deve acontecer uma vez num milhão!
Nessa quarta-feira que fui ao Hospital Egas Moniz com a Sofia para visitar a minha sogra e na passagem subterrânea da estação fomos abordadas por um suposto inglês que, muito aflito, nos perguntou se falávamos inglês e se o podíamos ajudar. Tinha sido roubado ou tinha perdido a carteira que levava à cintura (com gestos ajudava à explicação) e pedia se lhe podíamos dar dinheiro porque estava numa casa na outra banda e não tinha como lá chegar. O dinheiro, os documentos, tudo se tinha perdido.
Aconselhei-o a ir à Embaixada mas alegou que aquela hora já não estava ninguém e disse para ir à Polícia e respondeu que já lá tinha ido mas não o tinham ajudado. Disse-lhe que lamentava mas não tinha dinheiro comigo e seguimos viagem.
A Sofia ainda comentou que tinha pena dele, que era uma situação chata, etc. e o facto é que achei tudo muito estranho e fiquei algo desconfiada. Mas fomos embora e não me lembrei mais do assunto
Amoreiras, 16 de Abril de 2009, pelas 18h
Fui a uma consulta às Amoreiras e quando ia lá a chegar ouvi chamar: "Can you help me, please?" A voz pareceu-me conhecida, mas não me voltei e ouvi dizer em seguida: "Do you speak english?" e percebi qaue era mesmo comigo, no meio daquele mar de gente que abunda por aquelas bandas àquela hora. Voltei-me e dei de caras com ele, reconheci-o imediatamente, mas ele não me reconheceu.
Respondi-lhe que sim, que percebia o inglês e o que ele queria. Respondeu-me, aliviado, que tinha perdido a bolsa que levava à cintura (com os gestos habituais) e que...não o deixei falar mais, disse-lhe que já me tinha contado aquela história uma vez e que era tudo mentira. Ele virou as costas para ir embora bem depressa assustado e eu ainda lhe gritei que o que ele merecia era que eu chamasse a Polícia.
Um azar para o rapaz, ele deve ter ficado mesmo aflito. Deve ser difícil acertar assim na mesma pessoa, em sítios tão diferentes, mas o que é facto é que aconteceu.
Se não tivesse jogado no Euromilhões eu tinha ido a correr jogar, porque uma coisa destas deve acontecer uma vez num milhão!
terça-feira, março 31, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Muda a hora

No domingo muda a hora. Mais uma vez. Mais uma vez eu fico toda contente. É que sempre que a hora muda do Inverno para o Verão, parece que tudo se ilumina. Parece que ficam os dias mais luminosos. Parece que nos apetece Verão. E não é verdade que nos apetece mesmo? E não é verdade que é quando o Verão chega? Podem vir dias mais frios, podem vir dias chuvosos, mas o Verão chegou, com a nova hora.
Segunda-feira vai ser uma segunda-feira diferente. “I don’t like Mondays”, é uma verdade, nua e crua, mas a próxima vai ser diferente. Porquê? Porque é a primeira da hora de Verão e por isso não custa tanto a passar. Porque parece que saímos mais cedo dos empregos, que acabamos por ter mais tempo útil, mais tempo “de dia”. Porque nos apetece sair do emprego e ir direitinhos para um bar à beira-rio, para beber qualquer coisa e poder apreciar um pôr-do-sol brilhante. Porque sim.
Adoro a Hora de Verão!
terça-feira, março 03, 2009
A Porta

Todos os dias, quando passava por aquela porta, imaginava o que estaria por detrás dela. Que para lá dela estaria um mundo imaginário, um jardim esplendoroso, com fontes, árvores e flores das mais belas.
Outras vezes pensava que podia estar qualquer coisa de mau, escuro como breu, como se de noite se fizesse ao passar pela porta, com diabos de olhos vermelhos escondidos por trás de cada ramo partido.
A porta lá estava, todos os dias em que por lá passava, quando era criança e ia para a escola, de manhã, à hora de almoço, ao fim da tarde, quando voltava para casa.
A porta lá esteve sempre, enquanto eu cresci, e sempre se manteve misteriosa.
Quando criança, com os meus irmãos, passávamos e batíamos à porta, só para ver se alguém aparecia para a abrir. E eu pensava e dizia, batemos à porta para comprar gelados, que do outro lado se vendem! E depois batíamos e fugíamos com medo que aparecesse mesmo alguém e a abrisse.
Aquela porta verde, de madeira, continuou verde, de madeira, mas a tinta começou a cair de velha.
E continuei a passar por lá, mas deixei de reparar nela com o tempo e com o hábito.
Ontem passei e vi que já lá não estava. No lugar dela colocaram cimento e tijolos. Já não é uma porta, mas um bocado de parede, de muro entaipado com cimento. O meu sonho de criança terminou, mas na minha imaginação continua lá a porta verde, de madeira, com o homem dos gelados por trás.
Estaria mesmo lá?
Outras vezes pensava que podia estar qualquer coisa de mau, escuro como breu, como se de noite se fizesse ao passar pela porta, com diabos de olhos vermelhos escondidos por trás de cada ramo partido.
A porta lá estava, todos os dias em que por lá passava, quando era criança e ia para a escola, de manhã, à hora de almoço, ao fim da tarde, quando voltava para casa.
A porta lá esteve sempre, enquanto eu cresci, e sempre se manteve misteriosa.
Quando criança, com os meus irmãos, passávamos e batíamos à porta, só para ver se alguém aparecia para a abrir. E eu pensava e dizia, batemos à porta para comprar gelados, que do outro lado se vendem! E depois batíamos e fugíamos com medo que aparecesse mesmo alguém e a abrisse.
Aquela porta verde, de madeira, continuou verde, de madeira, mas a tinta começou a cair de velha.
E continuei a passar por lá, mas deixei de reparar nela com o tempo e com o hábito.
Ontem passei e vi que já lá não estava. No lugar dela colocaram cimento e tijolos. Já não é uma porta, mas um bocado de parede, de muro entaipado com cimento. O meu sonho de criança terminou, mas na minha imaginação continua lá a porta verde, de madeira, com o homem dos gelados por trás.
Estaria mesmo lá?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
sonho?
…fartei-me de estar ali a observar as minhas ex-colegas a entrar e sair do edifício, de modo que resolvi voltar ao meu ponto de partida.
Atalhei caminho e meti-me por becos e ruelas e acabei por estar já fora de portas da cidade, a subir uma rua que indicava como destino Amadora/Caneças. Achei que estava a dar uma volta demasiado longa e por isso, resolvi apanhar o comboio de volta à cidade.
Procurei nos meus bolsos os trocos que tinha para pagar o bilhete e corri direita à estação, enorme, com várias linhas e plataformas. Um comboio ia sair para Matosinhos. Não era esse que eu queria.
De repente ouvi um “tssssssss” e vi cair do céu o que parecia um par de calças, um semi-tronco fumegante no chão. Um rapaz correu para esse corpo que se levantou do chão, o rosto com uma cor estranha, parecia queimada e a deitar muito fumo. Apertou a mão ao rapaz que se tinha chegado a ele e disse que afinal também tinha chegado a hora dele e caiu no chão morto.
Olhei para cima e vi uns fios que passavam por cima dos comboios onde pessoas se deslocavam agarradas com as mãos. Pareciam fios de electricidade.
Acordei de repente com este sonho a moer-me o juízo. Era tão real, tão real, que me impressionou. Voltei a adormecer. Durante todo o dia de ontem senti-me incomodada com o sonho que tinha tido mas do qual não me lembrava nada. À noite, comecei aos poucos, a lembrar-me dele. Quando me deitei, lembrava-me de tudo na perfeição e resolvi escrever para nunca mais me esquecer dele.
Atalhei caminho e meti-me por becos e ruelas e acabei por estar já fora de portas da cidade, a subir uma rua que indicava como destino Amadora/Caneças. Achei que estava a dar uma volta demasiado longa e por isso, resolvi apanhar o comboio de volta à cidade.
Procurei nos meus bolsos os trocos que tinha para pagar o bilhete e corri direita à estação, enorme, com várias linhas e plataformas. Um comboio ia sair para Matosinhos. Não era esse que eu queria.
De repente ouvi um “tssssssss” e vi cair do céu o que parecia um par de calças, um semi-tronco fumegante no chão. Um rapaz correu para esse corpo que se levantou do chão, o rosto com uma cor estranha, parecia queimada e a deitar muito fumo. Apertou a mão ao rapaz que se tinha chegado a ele e disse que afinal também tinha chegado a hora dele e caiu no chão morto.
Olhei para cima e vi uns fios que passavam por cima dos comboios onde pessoas se deslocavam agarradas com as mãos. Pareciam fios de electricidade.
Acordei de repente com este sonho a moer-me o juízo. Era tão real, tão real, que me impressionou. Voltei a adormecer. Durante todo o dia de ontem senti-me incomodada com o sonho que tinha tido mas do qual não me lembrava nada. À noite, comecei aos poucos, a lembrar-me dele. Quando me deitei, lembrava-me de tudo na perfeição e resolvi escrever para nunca mais me esquecer dele.
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