Estação de Alcântara-Mar, 25 de Março de 2009, pelas 18h
Nessa quarta-feira que fui ao Hospital Egas Moniz com a Sofia para visitar a minha sogra e na passagem subterrânea da estação fomos abordadas por um suposto inglês que, muito aflito, nos perguntou se falávamos inglês e se o podíamos ajudar. Tinha sido roubado ou tinha perdido a carteira que levava à cintura (com gestos ajudava à explicação) e pedia se lhe podíamos dar dinheiro porque estava numa casa na outra banda e não tinha como lá chegar. O dinheiro, os documentos, tudo se tinha perdido.
Aconselhei-o a ir à Embaixada mas alegou que aquela hora já não estava ninguém e disse para ir à Polícia e respondeu que já lá tinha ido mas não o tinham ajudado. Disse-lhe que lamentava mas não tinha dinheiro comigo e seguimos viagem.
A Sofia ainda comentou que tinha pena dele, que era uma situação chata, etc. e o facto é que achei tudo muito estranho e fiquei algo desconfiada. Mas fomos embora e não me lembrei mais do assunto
Amoreiras, 16 de Abril de 2009, pelas 18h
Fui a uma consulta às Amoreiras e quando ia lá a chegar ouvi chamar: "Can you help me, please?" A voz pareceu-me conhecida, mas não me voltei e ouvi dizer em seguida: "Do you speak english?" e percebi qaue era mesmo comigo, no meio daquele mar de gente que abunda por aquelas bandas àquela hora. Voltei-me e dei de caras com ele, reconheci-o imediatamente, mas ele não me reconheceu.
Respondi-lhe que sim, que percebia o inglês e o que ele queria. Respondeu-me, aliviado, que tinha perdido a bolsa que levava à cintura (com os gestos habituais) e que...não o deixei falar mais, disse-lhe que já me tinha contado aquela história uma vez e que era tudo mentira. Ele virou as costas para ir embora bem depressa assustado e eu ainda lhe gritei que o que ele merecia era que eu chamasse a Polícia.
Um azar para o rapaz, ele deve ter ficado mesmo aflito. Deve ser difícil acertar assim na mesma pessoa, em sítios tão diferentes, mas o que é facto é que aconteceu.
Se não tivesse jogado no Euromilhões eu tinha ido a correr jogar, porque uma coisa destas deve acontecer uma vez num milhão!
os meus pensamentos, sonhos, memórias e muitas coisas mais que me passam pela cabeça...
sexta-feira, abril 17, 2009
terça-feira, março 31, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Muda a hora

No domingo muda a hora. Mais uma vez. Mais uma vez eu fico toda contente. É que sempre que a hora muda do Inverno para o Verão, parece que tudo se ilumina. Parece que ficam os dias mais luminosos. Parece que nos apetece Verão. E não é verdade que nos apetece mesmo? E não é verdade que é quando o Verão chega? Podem vir dias mais frios, podem vir dias chuvosos, mas o Verão chegou, com a nova hora.
Segunda-feira vai ser uma segunda-feira diferente. “I don’t like Mondays”, é uma verdade, nua e crua, mas a próxima vai ser diferente. Porquê? Porque é a primeira da hora de Verão e por isso não custa tanto a passar. Porque parece que saímos mais cedo dos empregos, que acabamos por ter mais tempo útil, mais tempo “de dia”. Porque nos apetece sair do emprego e ir direitinhos para um bar à beira-rio, para beber qualquer coisa e poder apreciar um pôr-do-sol brilhante. Porque sim.
Adoro a Hora de Verão!
terça-feira, março 03, 2009
A Porta

Todos os dias, quando passava por aquela porta, imaginava o que estaria por detrás dela. Que para lá dela estaria um mundo imaginário, um jardim esplendoroso, com fontes, árvores e flores das mais belas.
Outras vezes pensava que podia estar qualquer coisa de mau, escuro como breu, como se de noite se fizesse ao passar pela porta, com diabos de olhos vermelhos escondidos por trás de cada ramo partido.
A porta lá estava, todos os dias em que por lá passava, quando era criança e ia para a escola, de manhã, à hora de almoço, ao fim da tarde, quando voltava para casa.
A porta lá esteve sempre, enquanto eu cresci, e sempre se manteve misteriosa.
Quando criança, com os meus irmãos, passávamos e batíamos à porta, só para ver se alguém aparecia para a abrir. E eu pensava e dizia, batemos à porta para comprar gelados, que do outro lado se vendem! E depois batíamos e fugíamos com medo que aparecesse mesmo alguém e a abrisse.
Aquela porta verde, de madeira, continuou verde, de madeira, mas a tinta começou a cair de velha.
E continuei a passar por lá, mas deixei de reparar nela com o tempo e com o hábito.
Ontem passei e vi que já lá não estava. No lugar dela colocaram cimento e tijolos. Já não é uma porta, mas um bocado de parede, de muro entaipado com cimento. O meu sonho de criança terminou, mas na minha imaginação continua lá a porta verde, de madeira, com o homem dos gelados por trás.
Estaria mesmo lá?
Outras vezes pensava que podia estar qualquer coisa de mau, escuro como breu, como se de noite se fizesse ao passar pela porta, com diabos de olhos vermelhos escondidos por trás de cada ramo partido.
A porta lá estava, todos os dias em que por lá passava, quando era criança e ia para a escola, de manhã, à hora de almoço, ao fim da tarde, quando voltava para casa.
A porta lá esteve sempre, enquanto eu cresci, e sempre se manteve misteriosa.
Quando criança, com os meus irmãos, passávamos e batíamos à porta, só para ver se alguém aparecia para a abrir. E eu pensava e dizia, batemos à porta para comprar gelados, que do outro lado se vendem! E depois batíamos e fugíamos com medo que aparecesse mesmo alguém e a abrisse.
Aquela porta verde, de madeira, continuou verde, de madeira, mas a tinta começou a cair de velha.
E continuei a passar por lá, mas deixei de reparar nela com o tempo e com o hábito.
Ontem passei e vi que já lá não estava. No lugar dela colocaram cimento e tijolos. Já não é uma porta, mas um bocado de parede, de muro entaipado com cimento. O meu sonho de criança terminou, mas na minha imaginação continua lá a porta verde, de madeira, com o homem dos gelados por trás.
Estaria mesmo lá?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
sonho?
…fartei-me de estar ali a observar as minhas ex-colegas a entrar e sair do edifício, de modo que resolvi voltar ao meu ponto de partida.
Atalhei caminho e meti-me por becos e ruelas e acabei por estar já fora de portas da cidade, a subir uma rua que indicava como destino Amadora/Caneças. Achei que estava a dar uma volta demasiado longa e por isso, resolvi apanhar o comboio de volta à cidade.
Procurei nos meus bolsos os trocos que tinha para pagar o bilhete e corri direita à estação, enorme, com várias linhas e plataformas. Um comboio ia sair para Matosinhos. Não era esse que eu queria.
De repente ouvi um “tssssssss” e vi cair do céu o que parecia um par de calças, um semi-tronco fumegante no chão. Um rapaz correu para esse corpo que se levantou do chão, o rosto com uma cor estranha, parecia queimada e a deitar muito fumo. Apertou a mão ao rapaz que se tinha chegado a ele e disse que afinal também tinha chegado a hora dele e caiu no chão morto.
Olhei para cima e vi uns fios que passavam por cima dos comboios onde pessoas se deslocavam agarradas com as mãos. Pareciam fios de electricidade.
Acordei de repente com este sonho a moer-me o juízo. Era tão real, tão real, que me impressionou. Voltei a adormecer. Durante todo o dia de ontem senti-me incomodada com o sonho que tinha tido mas do qual não me lembrava nada. À noite, comecei aos poucos, a lembrar-me dele. Quando me deitei, lembrava-me de tudo na perfeição e resolvi escrever para nunca mais me esquecer dele.
Atalhei caminho e meti-me por becos e ruelas e acabei por estar já fora de portas da cidade, a subir uma rua que indicava como destino Amadora/Caneças. Achei que estava a dar uma volta demasiado longa e por isso, resolvi apanhar o comboio de volta à cidade.
Procurei nos meus bolsos os trocos que tinha para pagar o bilhete e corri direita à estação, enorme, com várias linhas e plataformas. Um comboio ia sair para Matosinhos. Não era esse que eu queria.
De repente ouvi um “tssssssss” e vi cair do céu o que parecia um par de calças, um semi-tronco fumegante no chão. Um rapaz correu para esse corpo que se levantou do chão, o rosto com uma cor estranha, parecia queimada e a deitar muito fumo. Apertou a mão ao rapaz que se tinha chegado a ele e disse que afinal também tinha chegado a hora dele e caiu no chão morto.
Olhei para cima e vi uns fios que passavam por cima dos comboios onde pessoas se deslocavam agarradas com as mãos. Pareciam fios de electricidade.
Acordei de repente com este sonho a moer-me o juízo. Era tão real, tão real, que me impressionou. Voltei a adormecer. Durante todo o dia de ontem senti-me incomodada com o sonho que tinha tido mas do qual não me lembrava nada. À noite, comecei aos poucos, a lembrar-me dele. Quando me deitei, lembrava-me de tudo na perfeição e resolvi escrever para nunca mais me esquecer dele.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Stockmarket

Pois é, lá vem ele mais uma vez para acabar com o descanso do fim-de-semana em Oeiras. Na sexta, dia 28 começa a confusão, com as "tias" todas a dar 20 euros de entrada para poderem comprar artigos de marca com "descontos até 80%". E lá vou eu estar aflita se quiser sair com o meu carro, porque depois não arranjo lugar ao pé de casa para estacionar.
Por acaso, fruto da crise, da última vez nem houve grande confusão, mas desta vai haver com certeza. Com muita gente a já ter recebido o 13º mês e a aproveitar os preços de arromba para comprar prendas de Natal, vai ser complicado para quem mora por aquelas bandas.
Enfim! haja saúde!
quarta-feira, novembro 05, 2008
Yes, we can!
sexta-feira, outubro 31, 2008
4 de Novembro de 2008

Na próxima terça-feira vai-se a votos nos EUA. Do lado de cá do Atlântico muito se torce pela vitória do Obama, como se torceu há alguns anos atrás pelo Al Gore. Mas o sistema eleitoral dos EUA é traiçoeiro e, quando pensamos que "está no papo" não está nada no papo.
Efectivamente Bush foi eleito quando a Europa toda pensava que não seria e, oito anos depois deixou a economia do seu país no estado que todos nós sabemos.
Por isso a cautela agora na esperança que Obama o seja.
"I have a dream" disse Martin Luther King. Espero que Obama também o tenha e que acima de tudo o consiga realizar.

Vamos ver.

Vamos ver.
Como se costuma dizer, a esperança é a última coisa a morrer.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Jardins da Linha (ou em Linha?)
Há alguns anos atrás, a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) resolveu alterar alguns jardins da zona onde resido (Medrosa). Para tal enviou equipas multidisciplinares (como agora se chamam) para levantamento e estudo de soluções.
As obras iniciaram-se em metade da Rua Dr. Manuel Fernandes Duarte. Foram retirados os arbustos que lá estavam, a relva, colocadas tubagens para rega automática e plantas novas.
Passados estes anos, não me lembro quantos, mas provavelmente 3 ou 4, tenho um pântano à frente de casa. Das plantas lá colocadas, metade morreu provavelmente por excesso de água e as ervas daninhas continuam a proliferar, apesar dos esforços de equipas que vão sendo enviadas ao local pontualmente, para as retirar.
O problema surge por causa do excesso de água. É que, seja de Verão ou de Inverno, a rega começa pelas 21h25 e termina cerca de 20 minutos depois, todos os dias. Penso que volta a regar pela meia-noite. Isto, quer chova abundantemente ou esteja tempo seco. As ervas daninhas essas, não se queixam, e há-as com fartura, excepto nos charcos, onde eu espreito todos os dias para ver se já surgiram sapos. Não me admiraria tal.
De quem a responsabilidade?
Este ano, a CMO resolveu fazer o mesmo ao outro lado da rua. Apressadamente, porque a inauguração estava prevista para um dia X e na véspera ainda andavam os funcionários a tratar de tudo, à boa maneira portuguesa. A obra inaugurou-se com pompa e circunstância, com a presença do Exmo. Senhor Presidente & Cia. Mas a rega automática, essa, não funcionou durante meses. Até funcionar, regularmente, funcionários da CMO (?) foram regando a zona e aproveitando para lavar os carros. Fomos nós quem pagámos a factura da água como bons munícipes e contribuintes que somos.
Eu não adivinho o futuro, mas o futuro do jardim do outro lado da rua deve dar num pântano também. Pode se que venham as salamandras e as rãs. Novos habitats, e depois quem negará à CMO o seu envolvimento em defesa do ambiente?
As obras iniciaram-se em metade da Rua Dr. Manuel Fernandes Duarte. Foram retirados os arbustos que lá estavam, a relva, colocadas tubagens para rega automática e plantas novas.
Passados estes anos, não me lembro quantos, mas provavelmente 3 ou 4, tenho um pântano à frente de casa. Das plantas lá colocadas, metade morreu provavelmente por excesso de água e as ervas daninhas continuam a proliferar, apesar dos esforços de equipas que vão sendo enviadas ao local pontualmente, para as retirar.
O problema surge por causa do excesso de água. É que, seja de Verão ou de Inverno, a rega começa pelas 21h25 e termina cerca de 20 minutos depois, todos os dias. Penso que volta a regar pela meia-noite. Isto, quer chova abundantemente ou esteja tempo seco. As ervas daninhas essas, não se queixam, e há-as com fartura, excepto nos charcos, onde eu espreito todos os dias para ver se já surgiram sapos. Não me admiraria tal.
De quem a responsabilidade?
Este ano, a CMO resolveu fazer o mesmo ao outro lado da rua. Apressadamente, porque a inauguração estava prevista para um dia X e na véspera ainda andavam os funcionários a tratar de tudo, à boa maneira portuguesa. A obra inaugurou-se com pompa e circunstância, com a presença do Exmo. Senhor Presidente & Cia. Mas a rega automática, essa, não funcionou durante meses. Até funcionar, regularmente, funcionários da CMO (?) foram regando a zona e aproveitando para lavar os carros. Fomos nós quem pagámos a factura da água como bons munícipes e contribuintes que somos.
Eu não adivinho o futuro, mas o futuro do jardim do outro lado da rua deve dar num pântano também. Pode se que venham as salamandras e as rãs. Novos habitats, e depois quem negará à CMO o seu envolvimento em defesa do ambiente?
Palavras para quê?


Ao ler o blog da Gi (http://sofaltaumtrintaeumnaminhavida.blogspot.com/), deparei com este caso insólito que anexo. Acho incrível que pessoas à frente de instituições como é, neste caso a Optimus, enviem cartas tão insensatas, tão insensíveis. Palavras para quê?
quarta-feira, outubro 22, 2008
No news good news
Peço muita desculpa aos meus "ouvintes" mas sinceramente, escrever em 3 blogues já começa a custar. Criei o da família (http://www.familysomsen.blogspot.com/) e ultimamente tenho descurado a escrita neste blog em benefício do outro. Mas não estou esquecida deste meu querido. Por isso, vou ver se começo a escrever umas crónicas ou coisitas do género e as publico depois aqui. We never know.Agora está em perspectiva a próxima viagem a Londres, já no início de Dezembro, com a Sofia e amiga Fernanda. Vai ser de arromba! Eu depois conto. Para já, já temos os bilhetes para irmos ver o "Fantasma da Ópera".
Beta
sábado, agosto 02, 2008
Sofia
Faz amanhã 19 anos que os meus pais celebraram 32 anos de casados. Foi uma época linda das nossas vidas, eu estava grávida de 9 meses e a minha irmã Ana grávida de 5 e a minha mãe resolveu fazer um grande churrasco nessa noite, para celebrar e também para aproveitar o facto de estarmos todos juntos em Portugal para o casamento do nosso irmão Paulo com a Sandra, no dia 4.
Nessa quente noite de 3 de Agosto, lembro-me de estar, rodeada de irmãs e cunhadas, com uma barriga enorme, sentada no chão do "hall" da casa dos meus pais, com uma chávena de café posta em cima da barriga, para eles todos poderem ver como a minha pequenina se mexia tanto dentro de mim. Fartámo-nos de rir à conta do café que saltava dentro da chávena.
De barriga bem cheia, salvo seja, dormi muito bem a noite, mas eram umas 5 da manhã a Sofia já não me deixou dormir mais. Queria por força ir ao casamento do tio, mas eu é que acabei por não ir.
...................................
Acabaste por vir ao mundo eram quase 8 horas da manhã. Simpática, porque me deixaste tomar o meu pequeno almoço. nasceste depressa, porque vinhas toda sebosa, de modo que escorregaste para o mundo, a bem dizer.
Fazes agora 19 anos. Como fiz com o teu irmão quando ele fez 21, há dois meses, não quero deixar de escrever-te algumas palavras.
Como não tenho mais nenhuma filha, posso dizer que és a minha favorita, a minha pequenina, a minha bochechuda.
Tens uma personalidade forte, como boa leoa que se preze.
Espero que um dia, se tiveres uma filha como tu és, sintas por ela o mesmo amor e o mesmo orgulho que eu sinto por ti. Adoro-te, Sofia, és a minha menina, a minha fofura, o meu mel, uma alegria que trago dentro do peito e que não consigo dizer de outra forma.
Espero que sejas sempre assim, igual a ti própria, com os teus defeitos e qualidades, mas sempre a minha querida filha.
Parabéns, Sophia!!!!
Nessa quente noite de 3 de Agosto, lembro-me de estar, rodeada de irmãs e cunhadas, com uma barriga enorme, sentada no chão do "hall" da casa dos meus pais, com uma chávena de café posta em cima da barriga, para eles todos poderem ver como a minha pequenina se mexia tanto dentro de mim. Fartámo-nos de rir à conta do café que saltava dentro da chávena.
De barriga bem cheia, salvo seja, dormi muito bem a noite, mas eram umas 5 da manhã a Sofia já não me deixou dormir mais. Queria por força ir ao casamento do tio, mas eu é que acabei por não ir.
...................................
Acabaste por vir ao mundo eram quase 8 horas da manhã. Simpática, porque me deixaste tomar o meu pequeno almoço. nasceste depressa, porque vinhas toda sebosa, de modo que escorregaste para o mundo, a bem dizer.
Fazes agora 19 anos. Como fiz com o teu irmão quando ele fez 21, há dois meses, não quero deixar de escrever-te algumas palavras.
Como não tenho mais nenhuma filha, posso dizer que és a minha favorita, a minha pequenina, a minha bochechuda.
Tens uma personalidade forte, como boa leoa que se preze.
Espero que um dia, se tiveres uma filha como tu és, sintas por ela o mesmo amor e o mesmo orgulho que eu sinto por ti. Adoro-te, Sofia, és a minha menina, a minha fofura, o meu mel, uma alegria que trago dentro do peito e que não consigo dizer de outra forma.
Espero que sejas sempre assim, igual a ti própria, com os teus defeitos e qualidades, mas sempre a minha querida filha.
Parabéns, Sophia!!!!
quarta-feira, junho 11, 2008
João

Foi há quase 21 anos. Faz esta semana 21 anos que vivi um dos melhores sonhos da minha vida. Aquilo porque eu tanto ansiava estava finalmente a acontecer. Fui mãe. Voltei a sê-lo dois anos mais tarde, mas este filho, o meu Joãozinho, por quem eu tanto ansiei, por quem eu tanto sonhei, por quem eu tanto chorei estava ali nos meus braços!
Nove meses antes, quando tive a minha primeira falta, não acreditei, as dores de barriga eram as que todos os meses me chateavam e, mais uma vez, voltava a não engravidar. Também já não tinha esperança nenhuma, até já me tinha inscrito nos "fiv's" (fertilização in-vitro) na 1ª página dum bloquinho pautado A-5 da Maternidade Alfredo da Costa, onde eu tinha passado muitas horas e dias até, dos meus últimos 7 anos.
Mas os dias passaram e o período não veio, e as dores de barriga continuaram. Só pararam quando fiz a análise e deu positiva. Fiquei doida, doida mesmo, sem saber o que fazer, com uma vontade enorme de gritar com toda a força dos meus pulmões de dizer a toda a gente que encontrava na rua que estava GRÁVIDA.
Mas não pude, não podia dizer a ninguém, ou a quase ninguém, porque podia haver algo errado - a probabilidade de fazer uma gravidez ectópica (nas trompas) era muito grande dado eu ter sido submetida a uma operação de desobstrução das trompas dois anos antes.
Guardei o segredo, caladinha, mas com uma vontade de explodir de alegria (e preocupação). Só o pai do João e a minha colega da frente souberam porque era impossível esconder.
Esperei uma semana, ou melhor, cinco dias para fazer a ecografia que me diria se o João estava ou não bem implantadinho no meu útero. E estava....
Nessa noite espalhei a notícia aos sete ventos, toda a nossa família soube da novidade. Vivi a minha gravidez como se fosse a única mulher do mundo a ter esse privilégio.
Sexta-feira fazes 21 anos, João. Foste uma das melhores coisas que me aconteceu na vida...
sexta-feira, maio 16, 2008
um passo à frente, um passo atrás, isto não há meio de se endireitar
Entre sonhos feitos e desfeitos, entre aqueles que sonho de dia e os que sonho de noite, os meses vão passando, e já lá vão quase 3 meses desde que aqui escrevi.
Para a semana faço 50 anos e tinha mesmo de escrever agora sobre a minha vida que, nestes últimos anos tem sido um saltitar constante entre empregos, actividades, entre o prazer e o desprazer de fazer ou não, aquilo que mais gosto.
O texto flui e não vou fazer grandes correcções, tirando as ortográficas, claro.
A escrita hoje vai ser mais um despejar deste saco que se encontra muito cheio, quase a deitar por fora.
O meu irmão encontra sempre tema para escrever e fá-lo todas as sexta-feiras com uma facilidade que me surpreende. Mas, é claro, que nem todos temos aquele dom maravilhoso que ele tem de captar o interesse na leitura das suas crónicas.
Eu gosto muito de escrever, mas nunca desenvolvi muito a escrita. Quando me apetece, faço-o, com muito prazer. Mas só às vezes.
Um dia destes, vinha no comboio a pensar que tinha de escrever e que ia escrever sobre qualquer coisa, mas o facto é que entretanto me esqueci sobre o que queria escrever. Mais um texto que ficou arrumado na prateleira da minha memória. Qualquer dia, quando a for arrumar, sou capaz de o encontrar e depois colocá-lo-ei aqui, de certeza.
Hoje só me apetece escrever, sem tema definido, mas talvez para me sentir um pouco mais aliviada.
Dizer que tenho sonhado com pessoas que já cá nao estão acho fútil. Essas pessoas estão sempre vivas na mnha memória e deve ser quando limpo as ditas prateleiras dela que as encontro e sonho com elas.
E como resolver para acabar o texto que estou a escrver? Acho que ainda é mais dificíl do que começá-lo.
Acho que acabo com um ponto final.
Para a semana faço 50 anos e tinha mesmo de escrever agora sobre a minha vida que, nestes últimos anos tem sido um saltitar constante entre empregos, actividades, entre o prazer e o desprazer de fazer ou não, aquilo que mais gosto.
O texto flui e não vou fazer grandes correcções, tirando as ortográficas, claro.
A escrita hoje vai ser mais um despejar deste saco que se encontra muito cheio, quase a deitar por fora.
O meu irmão encontra sempre tema para escrever e fá-lo todas as sexta-feiras com uma facilidade que me surpreende. Mas, é claro, que nem todos temos aquele dom maravilhoso que ele tem de captar o interesse na leitura das suas crónicas.
Eu gosto muito de escrever, mas nunca desenvolvi muito a escrita. Quando me apetece, faço-o, com muito prazer. Mas só às vezes.
Um dia destes, vinha no comboio a pensar que tinha de escrever e que ia escrever sobre qualquer coisa, mas o facto é que entretanto me esqueci sobre o que queria escrever. Mais um texto que ficou arrumado na prateleira da minha memória. Qualquer dia, quando a for arrumar, sou capaz de o encontrar e depois colocá-lo-ei aqui, de certeza.
Hoje só me apetece escrever, sem tema definido, mas talvez para me sentir um pouco mais aliviada.
Dizer que tenho sonhado com pessoas que já cá nao estão acho fútil. Essas pessoas estão sempre vivas na mnha memória e deve ser quando limpo as ditas prateleiras dela que as encontro e sonho com elas.
E como resolver para acabar o texto que estou a escrver? Acho que ainda é mais dificíl do que começá-lo.
Acho que acabo com um ponto final.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Já não se pode rir!
Pois é mesmo verdade, já não podemos rir. Ou seja, temos de ter muito cuidado quando e onde rimos.
Na passada semana, a minha sogra, que se aproxima dos 80 anos, foi a uma consulta de rotina de cardiologia, no Hospital S. Francisco Xavier.
Depois de fazer os exames de rotina, a médica, disse-lhe que, lamentava muito, mas ela teria de ficar internada, porque o ritmo cardíaco estava muito acelerado e tinha de se ver o que estava a causar aquilo.
Muito aborrecida, a minha sogra deu entrada na urgência, onde lhe foram feitos novos exames ao coração e onde já estava com um ritmo quase normalizado.
Então, quase como se duma confidência se tratasse, a minha sogra disse à senhora que lhe estava a fazer o exame:
"Sabe? Eu tenho dois filhos que são uns gozões e um deles veio comigo à consulta. Estávamos os dois lá fora e eis que o meu filho me diz: olha aquele, parece mesmo o Charlot! Eu olhei e comecei a rir, a rir, a rir, sem conseguir parar. O homem tinha as pernas tortas, um chapéu na cabeça e uma bengala e, apesar de mais alto, parecia mesmo o Charlot! Eu acho que foi por causa disso que o meu coração disparou..."
A senhora começou também a rir e a minha sogra teve alta e voltou para casa. Mas estava cheia de medo que o homem aparecesse outra vez e se vingasse dela o ter gozado tanto, obrigando-a a ficar internada só por rir!
Na passada semana, a minha sogra, que se aproxima dos 80 anos, foi a uma consulta de rotina de cardiologia, no Hospital S. Francisco Xavier.
Depois de fazer os exames de rotina, a médica, disse-lhe que, lamentava muito, mas ela teria de ficar internada, porque o ritmo cardíaco estava muito acelerado e tinha de se ver o que estava a causar aquilo.
Muito aborrecida, a minha sogra deu entrada na urgência, onde lhe foram feitos novos exames ao coração e onde já estava com um ritmo quase normalizado.
Então, quase como se duma confidência se tratasse, a minha sogra disse à senhora que lhe estava a fazer o exame:
"Sabe? Eu tenho dois filhos que são uns gozões e um deles veio comigo à consulta. Estávamos os dois lá fora e eis que o meu filho me diz: olha aquele, parece mesmo o Charlot! Eu olhei e comecei a rir, a rir, a rir, sem conseguir parar. O homem tinha as pernas tortas, um chapéu na cabeça e uma bengala e, apesar de mais alto, parecia mesmo o Charlot! Eu acho que foi por causa disso que o meu coração disparou..."
A senhora começou também a rir e a minha sogra teve alta e voltou para casa. Mas estava cheia de medo que o homem aparecesse outra vez e se vingasse dela o ter gozado tanto, obrigando-a a ficar internada só por rir!
domingo, fevereiro 24, 2008
Manuela
Desde os meus tempos de criança, que me habituei a ouvir falar nela. Principalmente por ter sido colega da minha mãe na Universidade, com a "Xacúntala" e mais outra que não recordo o nome. Era visita assídua na minha casa e eu recordo que as cartas dela eram sempre recebidas com muita alegria pela minha parte. Conhecia a letra dela à distância e estava sempre em pulgas para saber dela. Para mim, a Manuela era uma aventureira, que tinha crescido num sítio muito longe, em Angola e que tinha sempre histórias muito giras para contar. Lembro-me também do livro que ela escreveu e que ofereceu à minha mãe, e de eu o ter devorado e ter "passeado" com ela pelas areias do deserto...
A vida dá muitas voltas, a Manuela casou-se já muito tarde (para mim, claro) e durante muito tempo pouco ouvi falar dela. Lembro-me das cartas chegarem, dela ter ido à União Soviética, da relação com a minha mãe ter esfriado, mas não sei bem porquê.
Entretanto eu também cresci, empreguei-me, casei, tive filhos e a Manuela talvez tenho caído no esquecimento.
Foi portanto com alguma surpresa que soube que, depois da morte da minha mãe, o meu pai e ela reataram o contacto. Ela estava divorciada, sem filhos e o meu pai estava sozinho, cheio de filhos, mas todos fora de casa e com as suas vidas organizadas.
Daí até casarem foi um pulinho. Acho que a Manuela foi uma coisa óptima que nos aconteceu, por ter dado nova vida ao meu pai, que bem precisava.
Mas para mim a Manuela não é a minha madrasta. Ela continua a ser aquela menina que cresceu no deserto, no muito sul de Angola, onde os negros eram talvez uma "raça entre os animais e os brancos" como ainda hoje ela nos confidenciou, onde havia negros com "feições correctas" e outros nem tanto, onde as laranjas não eram cor-de-laranja, mas amarelas (que surpresa quando chegou a Lisboa e viu laranjas cor-de-laranja!!!).
Passaram-se muitos anos desde que ela saiu da Baía dos Tigres, mas ainda hoje uma lágrimazinha assomou nos seus olhos, quando ela falou da sua infância. Continua a ser uma boa contadora de histórias e eu continuo a gostar de a ouvir contá-las.
Obrigada, Manuela.
A vida dá muitas voltas, a Manuela casou-se já muito tarde (para mim, claro) e durante muito tempo pouco ouvi falar dela. Lembro-me das cartas chegarem, dela ter ido à União Soviética, da relação com a minha mãe ter esfriado, mas não sei bem porquê.
Entretanto eu também cresci, empreguei-me, casei, tive filhos e a Manuela talvez tenho caído no esquecimento.
Foi portanto com alguma surpresa que soube que, depois da morte da minha mãe, o meu pai e ela reataram o contacto. Ela estava divorciada, sem filhos e o meu pai estava sozinho, cheio de filhos, mas todos fora de casa e com as suas vidas organizadas.
Daí até casarem foi um pulinho. Acho que a Manuela foi uma coisa óptima que nos aconteceu, por ter dado nova vida ao meu pai, que bem precisava.
Mas para mim a Manuela não é a minha madrasta. Ela continua a ser aquela menina que cresceu no deserto, no muito sul de Angola, onde os negros eram talvez uma "raça entre os animais e os brancos" como ainda hoje ela nos confidenciou, onde havia negros com "feições correctas" e outros nem tanto, onde as laranjas não eram cor-de-laranja, mas amarelas (que surpresa quando chegou a Lisboa e viu laranjas cor-de-laranja!!!).
Passaram-se muitos anos desde que ela saiu da Baía dos Tigres, mas ainda hoje uma lágrimazinha assomou nos seus olhos, quando ela falou da sua infância. Continua a ser uma boa contadora de histórias e eu continuo a gostar de a ouvir contá-las.
Obrigada, Manuela.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Natal
segunda-feira, dezembro 03, 2007
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